
Kafka à beira mar
Haruki Murakami
Terminei Kafka à Beira-Mar com a sensação de que algumas histórias não precisam ser completamente compreendidas para permanecerem com a gente. Foram quase 700 páginas e mais de 27 horas de leitura. O livro de junho acabou sendo finalizado em agosto, mas a espera valeu a pena. Murakami me surpreendeu pela forma como mistura realidade, sonho, destino, memória e solidão em uma narrativa que, muitas vezes, parece estar entre a consciência e o inconsciente. À medida que a história avançava, fui me conectando cada vez mais com os personagens. Alguns deles já deixaram aquela sensação de saudade que só aparece quando uma boa história termina. O final não foi exatamente o que eu esperava. Quando faltavam apenas 11 páginas, cheguei a pensar que seria impossível encerrar tudo tão rápido — e essa agonia fez parte da experiência. No fim, talvez seja justamente um livro que não queira entregar todas as respostas. Kafka à Beira-Mar foi minha porta de entrada para uma literatura japonesa que estou descobrindo e adorando. É uma leitura para quem gosta de histórias que deixam perguntas, imagens e sensações ecoando mesmo depois da última página.
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Crew Literário
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